Escritores degenerados & Ilustradores prostituídos, num tein?

terça-feira, novembro 21, 2006

"Seis", por Pedro Acosta.

Eu falava pedregulhos;
ele respirava lâmina.
Tive medo por não sabê-lo em preciso,
não conseguir calcular sua espessura,
por a questão da cor de seus olhos tomar muito da minha atenção.

Quando havia palavra,
ela me roçava o ouvido rude,
resolvendo por outro destino de pronto.

Eu dizia quaisquer
e empilhava as frases em grupos de dez.
Empurrava-os para sob a cama, que subia catorze centímetros por
[minuto.

Pensei em dançar-me pra fora do quarto,
a loucura sempre convence,
mas meus dedos tinham conquistado senso de realidade aguçado.
E uma vontade de tambor.

Marchamos pra fora dali com a elegância possível,
quepes botas fardas amarfanhadas,
fomos pela janela do quintal e além,
até que grama me brotasse na garganta.