Escritores degenerados & Ilustradores prostituídos, num tein?

quinta-feira, outubro 05, 2006

"J'ai un cœur qui sait quand il a raison", por B.M.

Costumei andar com os pés em linha reta, ai, quanto juízo. Ilusão talvez de não perder o equilíbrio, manter com sapatilhas o que é bambo. Sapatilhas de gesso: salto, transição abrupta, palco, talco, taco de madeira, quebram despedaçadas. Eu não sei dançar, eu (não) poupée, eu não fiz balé. E você?
Andei por muito tempo entre as quadras da Barão de Ipanema. Frio e noite elegante, tentando entender todos os motivos óbvios. Porque sempre me acostumei a ruminar as idéias.
Confundindo-me com bêbados e pedintes, e nem estamos em Copacabana - vagando atrás de objetos inanimados - sombras enfraquecidas.
Encontrava seu apartamento morto, morno, de uma peculiaridade imensa, as idiossincrasias. E peguei a chave na portaria, não devolvi.
A tua rua chamava por meu nome inteiro, letra por letra. E quando é que viramos as costas para uma rua falante? Nunca, oportunidade singular, e acabava por adormecer demente, meu coração.
Coração que não é meu. Renego. Não possuo, nenhuma abertura, nenhuma brecha, fazendo com que de certa forma eu até lhe seja grata. Sou tão politicamente correta que me engano.
Tratar assim na distância visível e atacar no isolamento, pow! Eu prefiro a você, sozinho e triste, renegado, um tapa na cara seguido de outro. Por homem odiar apanhar na cara (e odeia mesmo?). Por não me querer e não renegar. Por toda a dedicação e confiança, as pieguices de mulher piegas. Tu ne vaux rien - um anel de noivado e... e... Ele era meu noivo, meunoivomeu.
À bon entendeur, salut!
Meu coração que é vagabundo, e sempre sabe quando tem razão (su risa, de repente, un látigo de plumas)
Douda, douda..

2 Comments:

At qui. out. 05, 05:19:00 PM, Anonymous Anônimo said...

já fiz balé e por vezes encontro das ruas bárbaras que sussurram.
doudas.
todas.

 
At sex. nov. 17, 12:07:00 AM, Blogger Tiago Muzulon said...

cauda caldosa dourada.

 

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