"doze de janeiro de dois mil e seis", por Bárbara Rosa.
el tiempo todo calma.
[cortaram meus pés e insisto ainda em cantar que não sei aonde foi parar a minha cabeça. ao menos se me dessem um espelho, um comensal gordo e um pedido de castelo sangrento isso faria mais sentido. me tornei mestra na arte do assassinato, pois se assim não fosse, matar-me-iam as palavras. e juan, ao tentar me tirar as cartas, a rainha de copas, o jogo, cobra a traição de um silêncio. de nada adianta. tomei punhais, cortei a cidade com um punhado de alho e engoli]
[já mal não faz. a cidade me vêm aos poucos em buracos e chuvas. lama. e por ela não passam mais pessoas, passa apenas eu por ela e ela por mim. e assim, juan que quase esperneia, e eu que nada lhe digo, acendo mais um dos fracos. a cidade me espera e juan ainda também]
la tempestad y la calma.

1 Comments:
juan e cota hein?!sempre presentes.
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