"Diurno, noturno. Eterno?", por Max D.

Parecia um prêmio, outrora um joguete daqueles...
é sim, daqueles que testam teu próximo passo, mas não.
nem me lembro mais, mas foi o bastante pra ter de volta,
ou perder novamente um pouco daquela saudosa tranqüilidade...
talvez perdida, talvez reencontrada...
uns trocados amassados, três notas de uns trê-real !
só sei que deu pra matar a sede ardente!
me lembro que ali tinha um banco que era bem confortável...
desses de praça, era espaçoso, tinha até um apoio pro pescoço e...
daquele outro lado tinha uma cobertura que me cobria da chuva...
todos os dias entra e sai gente desse treco aí seu moço,
alguns me olham, outros evitam, alguns até tropeçam em mim,
e outros me jogam moedas;
já tentei brincar de contar quanta gente,
mas quando vou começar me lembro que não me lembro mais...
com que número se começa a contar seu moço ?
como se quisessem adivinhar o que quero, como se dormissem ao meu lado,
como se quisessem que eu dividisse esse travesseiro de lata e pano velho que tenho...
pra alguns é deboche, pra outros coisa seríssima!
pra outros nem parece nada, o sol cega!
pra tu, pra ele, pra todos!
O-mar. no jornal, na TV, na tua fuça... mais poeira?

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