"Cadeira", por Ankh Santos.
Cada vez mais longe é o patamar dos agredidos pelo verbo inconstante, que de tempo em tempo vem à tona par deixar claro a necessidade de mudança, de encontrar um rumo e ter coragem de segui-lo.
Foco, decisão, ação.
A retórica é tão democrática que anseia por tornar-se guerra: a imposição da palavra daqueles que não tem argumentos, é uma verdade obtusa que agride os olhos dos que se esforçam para não responder à altura.
Auto-controle, silêncio, raiva, compreensão tardia.
Demagogia ou simples carência? O fato de renegar mudança é uma crença humana da imutabilidade de opiniões. Negar vontades e possibilidades é uma boa forma de justificar erros que em verdade são, no máximo, explicáveis – são passíveis de entendimento, mas é impossível concordar.
Insistência, teimosia, arrogância e infantilidade: humanidade.
Diletantes ou prolíficos? O uso de vocábulos complexos e significâncias com dualidades extremas é uma inegável fuga à simples coesão de atos – justificados em palavras de entendimento ínfimo, os erros parecem passar desapercebidos. Mas a heurística do causo mal fadado precede os amplexos de camaradagem mútua: a complexidade só é resolvida acompanhada de álcool, amendoim e algumas palavras fúteis que divertem e distanciam da realidade entristecedora.
Prometer, não fazer, repensar, agir, não cumprir, sorrir e pedir desculpas.
O jeito é acreditar que um dia vai mudar. E esperar. Sentado.

2 Comments:
Não, de pé tão bãom!
cara, tem um boteco aqui na minha cidade com o seu nome. e eu vivo lá enchendo o caneco. coindência né?
Postar um comentário
<< Home