"Assepto", por Ankh Santos.
Cancelou-se o sorriso do infeliz cancioneiro que, sentado, calou o verbo que retoricamente vibrava o palato da senhorita enervada:
- Cala-te, vil acolhedor do pessimismo empírico desta sociedade profana! Quero teu sangue e o não-pulsar deste teu coração gélido que só acalenta a morte!
- Queres café?
- Com creme, por favor.

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