"Para sempre eternit", por Bruno Bela Vista.
a única coisa que perturbava era aquele pedaço de enternit. de tudo, era o pedaço de eternit que me perturbava. o rolo de papel, o piano, os frades, as gazelas mortas eram leves perto daquele pedaço de telha eternit. até a ânsia que me dá depois de ser incorporado pelo caboclo pedra preta é suportável, mas aquele pedaço de eternit AAAAAAHHHH
seguia levando os frades, as gazelas mortas, o rolo de papel, o piano, e eternit. passava por um ponto de onibus qdo vi Arlete Gonçalves, 26. Arlete tem 1,68 m, está vestindo um terninho preto, sapatos pretos, camisa branca. ela é branca, esguia, tem a bundinha levemente arrebitada e os peitos pequenos. ela tinha o nariz que eu quero pros meus filhos. Tinha. Chapuletei a telha de eternit na fuça da cadela. o sangue combinava com o batom. os cacos se espalharam pelo ar e conforme a altura que voavam viravam pombas ou gafanhotos. fora uma bela revoada. as gazelas ressucitaram.

5 Comments:
Rápido e preciso como aquele cara... Abalou o psicológico, num tem?! Ótimo texto.
risos. bom mesmo.
ô loco, meu!
sopapo no cognitivo!
zureta
é nóis gurizáum!
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