Escritores degenerados & Ilustradores prostituídos, num tein?

segunda-feira, junho 19, 2006

"Para sempre eternit", por Bruno Bela Vista.

a única coisa que perturbava era aquele pedaço de enternit. de tudo, era o pedaço de eternit que me perturbava. o rolo de papel, o piano, os frades, as gazelas mortas eram leves perto daquele pedaço de telha eternit. até a ânsia que me dá depois de ser incorporado pelo caboclo pedra preta é suportável, mas aquele pedaço de eternit AAAAAAHHHH

seguia levando os frades, as gazelas mortas, o rolo de papel, o piano, e eternit. passava por um ponto de onibus qdo vi Arlete Gonçalves, 26. Arlete tem 1,68 m, está vestindo um terninho preto, sapatos pretos, camisa branca. ela é branca, esguia, tem a bundinha levemente arrebitada e os peitos pequenos. ela tinha o nariz que eu quero pros meus filhos. Tinha. Chapuletei a telha de eternit na fuça da cadela. o sangue combinava com o batom. os cacos se espalharam pelo ar e conforme a altura que voavam viravam pombas ou gafanhotos. fora uma bela revoada. as gazelas ressucitaram.

5 Comments:

At seg. jun. 19, 11:03:00 PM, Anonymous Anônimo said...

Rápido e preciso como aquele cara... Abalou o psicológico, num tem?! Ótimo texto.

 
At qua. jun. 21, 01:28:00 AM, Anonymous Anônimo said...

risos. bom mesmo.

 
At qua. jun. 21, 12:42:00 PM, Anonymous Anônimo said...

ô loco, meu!
sopapo no cognitivo!

 
At sex. jun. 23, 12:01:00 AM, Anonymous Anônimo said...

zureta

 
At sáb. jun. 24, 01:52:00 PM, Anonymous Anônimo said...

é nóis gurizáum!

 

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