Escritores degenerados & Ilustradores prostituídos, num tein?

segunda-feira, junho 19, 2006

"A lógica do absurdo", por Renata Marques.

Chegou em casa e as paredes pareciam frias demais para o ambiente em que desejava encontrar. Olhou em volta. Ligou a som. Deixou rolar um cd com vozes pra deixar o ambiente preenchido de palavras. Palavras para ocupar o espaço vazio do silêncio que a perturbava. Histórias para preencher seu dia tão sem detalhes.
Sentou. Fumou um baseado. E deixou que as horas passassem. Pensou em ligar para alguém. Mas não tinha novidades para contar. Então o que iria falar? Ainda sentada rabiscou algumas palavras. Lembrou que sempre desejou ter uma vida normal. Mas essa já estava caindo no comum.
Levantou, foi tomar um copo de água. Mexeu na bolsa... O cigarro acabou! Olhou em volta. Rostos na parede. Acendeu todas as luzes acesas para fugir da escuridão! Lá fora veeentaaavaaa...
E como um flashback, viu um breve filme rodar na sua cabeça: era um grupo de homens, mulheres, crianças e velhos. Eles estavam numa caverna escondidos de uma ventania que assobiava lá fora na floresta. Despertou a consciência! Ela ainda estava buscando aquela mesma segurança. Agora diferente: casa, computador, avião, carro. Mas era a mesma a incompreensível incerteza. A solidão constante continuava lhe acompanhando como um (ini)amigo invisível que você nunca espera aparecer.

3 Comments:

At seg. jun. 19, 03:34:00 PM, Anonymous Anônimo said...

Credo! Que horror!

 
At ter. jun. 20, 10:51:00 AM, Blogger renatamar said...

Ui!

 
At qua. jun. 21, 11:33:00 AM, Anonymous Anônimo said...

o conto todo podia ser só essa frase.
"Histórias para preencher seu dia tão sem detalhes."

seria bacana se melhor redigido e desenvolvido.

 

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