"Semínima", por i. bê. gomes.
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Era como uma verruga, uma protuberância indesejada e socialmente feia. Todos olhavam para mim com desdém. E aquilo dava muletas mais resistentes para a minha já combalida fimose social. Fechei-me num envelope branco, só para que mãos incautas me erguessem ao sol e, como num negativo, eu me mostrasse como uma sombra. Seria a celebração de uma inefável imagem misantrópica. E eu até ouvi tua voz repetir a frase vaidosa: aspas Este é meu corpo. Tomai todos e comei. Fazei isto em minha memória aspas
Agora tire sua blusa e calças. Só com as meias, por favor.
Rapei do meu peito todo o catarro para falar com a voz limpa. E tu passavas com os olhos propositalmente mortos. Foi assim: com uma ternura vagabunda, necrosei meus lábios com saliva, e tentei tornar realidade o sonho em branco e preto que tive contigo. As cores ruças viriam depois em doses homeopáticas. E tu, por puro e púrpuro prazer, borraria minhas tatuagens com o óleo amaro do teu corpo. O avental da precaução - do medo, pois sou covarde - iria me proteger dos descuidos da fala.
De lado, por favor.
A doença começou quando te vi tropeçar num discurso qualquer. Era um local perigoso demais para as tuas palavras. Mas só tu não me olhavas com tanto desprezo. Lembro-me que um dia tu me olhaste como se eu fosse uma semínima, como um quarto de uma semibreve. Alguns dizem ainda que sou metade de uma mínima. Ou seja, sou pouco, um fiapo do barulho, um rabisco melódico. Mas tu me olhaste com teus riscos e me fizeste quase feliz – quase, pois olhar míope eu ganho aos montes, e as lentes de contato me enganam demais. Cores artificiais. Artes oficiais.
Por favor, sente-se e cubra o sexo com as mãos.
Que fique claro: eu sou um círculo preenchido com haste. A pausa com duração de mim é uma linha ondulada que alguns ousam descrever como um zê unido a um cê. Mas acima de tudo, eles dizem que sou a verruga no dedo de Judas, que me tem como castigo por ter contato estrelas.
Por favor, feche os olhos.
Tu percebeste o quão rápido foi? Pareceu picada de muriçoca. E teu tapa foi em vão, só para fazer barulho e aquecer o sangue. Tu passaste e deixaste no ar o olor que Deus almejou criar. E eu então te parei para falar o que eu há tempos ruminava.
Glosa: Eu há dias a observava do outro lado da rua, mendigando soslaios e indiferença. Por incúria eu parei um dia do outro lado para pensar um pouco, para dixavar as idéias. Eu estava lendo muitos livros de auto-ajuda na época, estava um tanto quanto otimista e por isso aceitei a condição de ir àquele ermo lugar. Mas não costumo ultrapassar as fronteiras. Não costumo fazer procelas em copos d´água.
Quando falei aquele emaranhado de palavras, aquele retalho de frases nervosas, vi que te ocidentalizaste por alguns segundos. Lembro-me de ter falado algo com as palavras contigo, sexo e eternamente. Mas minha memória é falha, não posso te garantir isso. E depois do tapa, não lembro de mais nada. E agora isso, a perigosa eternidade nestes esboços sem valor. E pensar que tudo começou com um olhar de semínima!
Pode se vestir. Amanhã voltamos a conversar. O próximo, por favor!
Stop
Certo. Vamos recolher o material. Amanhã começamos a investigar.
Era como uma verruga, uma protuberância indesejada e socialmente feia. Todos olhavam para mim com desdém. E aquilo dava muletas mais resistentes para a minha já combalida fimose social. Fechei-me num envelope branco, só para que mãos incautas me erguessem ao sol e, como num negativo, eu me mostrasse como uma sombra. Seria a celebração de uma inefável imagem misantrópica. E eu até ouvi tua voz repetir a frase vaidosa: aspas Este é meu corpo. Tomai todos e comei. Fazei isto em minha memória aspas
Agora tire sua blusa e calças. Só com as meias, por favor.
Rapei do meu peito todo o catarro para falar com a voz limpa. E tu passavas com os olhos propositalmente mortos. Foi assim: com uma ternura vagabunda, necrosei meus lábios com saliva, e tentei tornar realidade o sonho em branco e preto que tive contigo. As cores ruças viriam depois em doses homeopáticas. E tu, por puro e púrpuro prazer, borraria minhas tatuagens com o óleo amaro do teu corpo. O avental da precaução - do medo, pois sou covarde - iria me proteger dos descuidos da fala.
De lado, por favor.
A doença começou quando te vi tropeçar num discurso qualquer. Era um local perigoso demais para as tuas palavras. Mas só tu não me olhavas com tanto desprezo. Lembro-me que um dia tu me olhaste como se eu fosse uma semínima, como um quarto de uma semibreve. Alguns dizem ainda que sou metade de uma mínima. Ou seja, sou pouco, um fiapo do barulho, um rabisco melódico. Mas tu me olhaste com teus riscos e me fizeste quase feliz – quase, pois olhar míope eu ganho aos montes, e as lentes de contato me enganam demais. Cores artificiais. Artes oficiais.
Por favor, sente-se e cubra o sexo com as mãos.
Que fique claro: eu sou um círculo preenchido com haste. A pausa com duração de mim é uma linha ondulada que alguns ousam descrever como um zê unido a um cê. Mas acima de tudo, eles dizem que sou a verruga no dedo de Judas, que me tem como castigo por ter contato estrelas.
Por favor, feche os olhos.
Tu percebeste o quão rápido foi? Pareceu picada de muriçoca. E teu tapa foi em vão, só para fazer barulho e aquecer o sangue. Tu passaste e deixaste no ar o olor que Deus almejou criar. E eu então te parei para falar o que eu há tempos ruminava.
Glosa: Eu há dias a observava do outro lado da rua, mendigando soslaios e indiferença. Por incúria eu parei um dia do outro lado para pensar um pouco, para dixavar as idéias. Eu estava lendo muitos livros de auto-ajuda na época, estava um tanto quanto otimista e por isso aceitei a condição de ir àquele ermo lugar. Mas não costumo ultrapassar as fronteiras. Não costumo fazer procelas em copos d´água.
Quando falei aquele emaranhado de palavras, aquele retalho de frases nervosas, vi que te ocidentalizaste por alguns segundos. Lembro-me de ter falado algo com as palavras contigo, sexo e eternamente. Mas minha memória é falha, não posso te garantir isso. E depois do tapa, não lembro de mais nada. E agora isso, a perigosa eternidade nestes esboços sem valor. E pensar que tudo começou com um olhar de semínima!
Pode se vestir. Amanhã voltamos a conversar. O próximo, por favor!
Stop
Certo. Vamos recolher o material. Amanhã começamos a investigar.

8 Comments:
Sou gaúcho de Santa Maria, razoavelmente másculo, tenho o bum-bum bem malhado (os rapazes costumam ir ao delírio na hora q eu fico de 4) estou procurando rapazes para amizade com ou sem compromisso, já q essas coisas sempre depende do astral, não é?
Quero um rapaz q seja inteligente, sexy, maduro e que não seja ciumento.
Não sou ligado nesse negócio de aparência, pois o importante é o bom papo e a pegada.
De que adianta ser um Super-Homem na aparência e ser um Salsicha do Scuby-doo na cama?
Estou anônimo porque, por razões pessoais, não posso expor minha imagem.
Se você se interessou, deixe um recado aqui, que eu te mando um e-mail, ou um torpedo por celular (o meu é Tim, se quiserem, tem promoções de ligações com desconto para só um número).
puta que te pariu!!!!
gayzice
do fundo de nossos corações libertinos e cus rasgados, nós te amamos muito, anônimo, seu traste.
Ai, ai, ai...
recolheu material, investigou e destemperou o dia!
que tapa gostoso.
UHN!
Putinha safada...
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