“MMIII”, por Bandoleiro.
Canta, ó Musa, a ira de Cabelo, filho do Seu Manuel, que incontáveis males trouxe aos inimigos da turma do AL. Muitas almas de heróis entraram no Morro da Luz e seus corpos foram presas de cães e aves de rapina, enquanto se fazia vontade de Che, a partir do dia em que se desavieram o filho de Mano Brother, presidente do bairro Gd. Terceiro, e Cabelo, semelhante aos deuses.
Que deus provocou a desavença entre eles? O filho de Rosa Luxemburgo e de Che, que fora ofendido pelo filho do Mano Brother. Assim, ele mandou sobre o churrasco a peste cruel, e muita gente morreu de fome. O filho de Mano Brother ofendera, Barriga-Verde, chegado de Cabelo, quando este protestou contra o uso de entorpecentes na festa da Gota, e fez um discurso sobre como a vida de cara é 100% e jovem consciente é quem dá o sangue pelo país. Zoado, no outro dia, dirigiu sua súplica a galera de Cabelo para que tomassem uma atitude:
“aí, vai dizer!!”
Cabelo virou seu boné para trás, dando seu consentimento para que respeitassem Barriga-Verde e que pedissem desculpas, mas isso não agradou ao coração de Dentinho, que tirou de vez o sacerdote com palavras ásperas:
“dãr, você, hem!”
Assim falou, e Barriga-Verde amedrontou-se. Em silêncio, caminhou ao longo do ressonante Córrego do Barbado, e, chegando ao seu destino, ergueu muitas preces a Che, o da motinha:
“Ouvi-me, deus revolucionário, que protege os guerrilheiros das tentações neoliberais! Se jamais toquei num McDonalds foi em tua honra, se jamais pichei um muro com spray CFC, concede-me esta graça: faze com que a galerinha do filho do Mano Brother me pague por minhas lágrimas sob as tuas balas!”
Che, ouvindo a prece, alentou seu seguidor aviltado com uma máxima:
“Os poderosos podem matar uma, duas até três rosas, mas nunca deterão a primavera!”
Barriga-Verde limpou suas lágrimas, levantou, e, depois de meditar alguns segundos sobre as palavras do grande Che, exclamou:
“puts, que gay, meu!”
E esse foi o intróito da guerra interbairros.

3 Comments:
o nível tá subindo. Depois de Karen Koltrane, o Bandoleiro. Ele e Ela. Roube meus fios de cobre, seu psiconauta antisocial.
mostre-nos logo o desfecho da berrada peleja interbairros!!!
cabelo é um mártir.
e o da motinha é seu aluno.
Bandoleiro e Karen fariam um belo casal, não?
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